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O Museu Histórico Regional Saburo Yamanaka da cidade de Bastos é um dos mais importantes museus de acervos culturais da imigração japonesa do Brasil. Sendo referência nacional para quem quer conhecer sobre a história da Imigração do Brasil e de Bastos.

Fundado em 1975, recebeu o nome do saudoso pioneiro bastense Saburo Yamanaka. Ele foi um dos idealizadores e uma das figuras atuantes na estruturação e organização dos materiais a serem expostos no Museu. Em sua homenagem, foi erigido um busto ao lado do Museu.

Localizado na Av. 18 de junho, em frente a Praça Kunito Miyasaka, o Museu é referência Postal da cidade devido ao belíssimo Jardim oriental, o Jardim da Amizade que ornamenta a entrada do Museu e dá um colorido especial registrando a amizade Brasil-Japão.

A arquitetura do Prédio, ou seja, o Prédio do Museu já é um acervo histórico de Bastos, pois na época da sua fundação esse local foi o primeiro hospital da cidade e da região.

O Museu mantém acervos sobre a trajetória do desenvolvimento de Bastos desde o início da colonização em 18 de junho de 1928, com documentos, fotografias, impressos, recortes de jornal, móveis, utensílios domésticos, peças tipicamente orientais, maquinários em geral, etc.

O Museu de Bastos foi escolhido, em 1976 para abrigar o stand da Petrobrás. O visitante pode conhecer melhor o processo de extração do petróleo em alto mar através de maquetes e miniaturas de estações petrolíficas e diversas fotos.

Os ciclos produtivos do município de Bastos estão registrados em imagens fotográficas interessantes. De 1930-40, cultivo de algodão, mostrando que Bastos já foi Capital do Algodão. A partir do pós-guerra, a sericicultura, de 1950 até hoje, a avicultura punjante. Toda a história da Fiação de Seda Bratac, desde o início das instalações da maior fábrica em unidade fabril do mundo está registrada em fotos e documentos.

A máquina pioneira de lavagem de ovos foi produzida em Bastos pela empresa Ishibashi no final dos anos 50 e está exposta como a vedete na seção de maquinários antigos.

Além de todos esses acervos riquíssimos, na parte central do museu, na sessão marítima, destaca-se a ossada de uma baleia da espécie Balenóptero, popularmente conhecida por Minke. O mamífero, capturado já adulto a 50 milhas da orla litorânea da Paraíba, media 9,50m de comprimento, 6,65m de diâmetro, 2m de altura e pesava cerca de 11 toneladas. A ossada foi montada e doada pelo Departamento de Oceanografia e Linologia do Instituto de Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Em outra sessão, a de fósseis e pedras, encontra-se fósseis de várias espécies e belíssimas pedras que faziam parte da coleção de Tamizo Okuda. Todas elas cientificamente catalogadas pelo Departamento de Paleontologia da Universidade de São Paulo (USP).

Na sessão de vestimentas e peças típicas orientais, pode-se apreciar kimonos antigos, sandálias, espada de samurai, samisem (instrumento de cordas), panelas e belíssimos ornamentos japonês, além das roupas utilizadas pelo primeiro grupo de Teatro Japonês do Brasil e de uma farda utilizada por um Coronel Japonês na época da 2.Guerra Mundial.

Na parte Central do Prédio está exposta um altar de bonecas japonesas, simbolizando a família real e uma homenagem ao dia das Meninas. Peça doada por uma família do Japão especialmente para ser guardada no Museu de Bastos.


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